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Mais de 80
mil pessoas foram ao Centro da Cidade na noite do último sábado, 6,
para curtir as marchinhas de Carnaval na Banda Independente da
Confraria do Armando, a tradicional Bica, e dançar aos ritmos do
axé, samba e pagode na Banda da Difusora. As duas bandas deixaram as
avenidas Eduardo Ribeiro, Sete de Setembro e Dez de Julho
completamente tomadas pelos foliões em quase dez horas de muita
festa.
Uma das mais populares de Manaus, a Bica reuniu mais de 25 mil
foliões. Realizada há 25 anos, a banda atrai milhares de amantes do
Carnaval pela característica de resgatar a festa de rua e as
marchinhas.
O quinteto de amigas Gleice Magalhães, 30, Silvia Denis, 32, Nura
Estevam, 26, Daniele Farias, 30 e Daniele Simão, 30, há cinco anos
prestigia a Banda da Bica. Todos os anos, as amigas se preparam para
a festa padronizando fantasias e arrastando um grupo maior de amigos
a cada ano. Este ano, as amigas se fantasiaram de marinheiras e
chamaram a atenção por onde passaram.
“É uma banda para reunir toda a família e os amigos. Todos os
anos a gente se prepara para essa festa. Ano passado viemos vestidas
de enfermeiras e já sabemos qual a nossa fantasia do ano que vem. A
tradição das marchinhas de Carnaval é um dos diferenciais da festa”,
completou a bióloga, Gleice Magalhães.
Na edição deste ano, a Banda da Bica ressaltou com o tema “Irmãos
Metralha, do Parlamento ao Puraquequara” o suposto envolvimento dos
irmãos Carlos, Fausto e Wallace Souza com uma organização criminosa.
O assunto foi bastante repercutido pela imprensa local e até
nacional, no ano passado.
Para o proprietário do Bar do Armando, Armando Duarte, que deu
origem a Banda da Bica, além da tradicionalidade, o tema também foi
uma maneira a mais de atrair o público. Este ano, a festa
disponibilizou para os foliões um abadá caracterizado com o enredo
da festa.